A catarata é a cirurgia mais comum do mundo. O que muda o resultado é o cálculo da lente — e quem faz a conta.
O Dr. Anderson Martins é especialista em córnea. E é a medida precisa da córnea que define qual lente vai entrar no seu olho. A mesma avaliação rigorosa das outras especialidades, aplicada a uma decisão que você vai carregar pelo resto da vida.
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A catarata não chega de um dia para o outro — ela vai apagando as cores aos poucos.
No começo é sutil. A luz do carro que vem na contramão incomoda mais do que incomodava. O branco da parede parece um pouco amarelado. Você troca o grau do óculos e a melhora dura pouco. À noite, dirigir vira um esforço de adivinhação, com halos ao redor de cada poste.
A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural que existe dentro do olho. Faz parte do envelhecimento — a maioria das pessoas desenvolve algum grau dela depois dos 60 anos. Nenhum colírio, óculos ou exercício reverte isso. O único tratamento que devolve a transparência é a cirurgia, que substitui o cristalino opaco por uma lente intraocular.
É um dos procedimentos mais realizados e mais seguros da medicina. Mas isso não significa que todas as cirurgias de catarata sejam iguais. O resultado depende de duas coisas que costumam passar despercebidas: o cálculo correto da lente e a escolha do tipo certo de lente para o seu olho e a sua rotina.
É aí que a formação do Dr. Anderson em córnea faz diferença. O cálculo da lente depende de medidas precisas da superfície do olho — e córneas operadas, com astigmatismo irregular ou com histórico de ceratocone são justamente as que mais erram nesse cálculo quando avaliadas sem cuidado. Conhecer a córnea a fundo é o que separa uma conta aproximada de uma conta certa.
A cirurgia troca o cristalino por uma lente. Qual lente é a decisão mais importante.
Não existe a "melhor" lente em abstrato. Existe a lente certa para o seu olho, a sua rotina e a sua expectativa — definida com você, na consulta, e não na bula.
Oferece foco nítido em uma única distância, normalmente para longe. É a lente mais previsível e a que costuma ter cobertura pelos planos de saúde. Com ela, é comum continuar usando óculos para leitura e tarefas de perto.
Indicada para: quem prioriza nitidez à distância e não se incomoda em usar óculos para perto, ou para olhos que não são candidatos a lentes premium.Corrige o astigmatismo no mesmo ato da cirurgia, integrando a correção do grau à própria lente. Pode ser monofocal tórica ou combinada com tecnologias de foco estendido e multifocal.
Indicada para: pacientes com astigmatismo significativo que querem reduzir a dependência de óculos para enxergar de longe.Entrega uma faixa contínua de visão, do longe ao intermediário, com menos halos noturnos do que as multifocais. Cobre bem a distância do computador e do painel do carro.
Indicada para: quem usa muito a visão intermediária no dia a dia e aceita usar óculos pontualmente para a leitura mais fina.Oferece foco para longe, intermediário e perto, com a maior independência de óculos entre as opções. Em troca, exige um período de adaptação do cérebro e pode gerar halos ao redor de luzes à noite.
Indicada para: pacientes selecionados, com córnea regular, retina saudável e expectativa bem alinhada na consulta.Vale uma honestidade que nem sempre é dita: nem todo olho é candidato a lente premium. Córneas irregulares, ceratocone, olho seco severo ou alterações na retina podem contraindicar as multifocais — e indicar uma multifocal num olho que não a comporta é receita de insatisfação. Por isso a candidatura à lente é avaliada com a mesma seriedade da cirurgia.
Quando a cirurgia de catarata é indicada?
Não existe um momento universal. A cirurgia é indicada quando a catarata começa a atrapalhar a sua vida — e isso é diferente para cada pessoa.
- Visão embaçada que atrapalha dirigir, ler ou trabalhar, mesmo com os óculos atualizados
- Ofuscamento e halos ao redor das luzes, principalmente ao dirigir à noite
- Cores que parecem desbotadas, amareladas ou com menos contraste
- Troca frequente do grau dos óculos sem ganho real de qualidade de visão
- Diagnóstico de catarata em exame de rotina, já com impacto na sua autonomia
O que define a indicação não é o estágio da catarata num exame, e sim o quanto ela já interfere no que você precisa enxergar. Não é preciso esperar "amadurecer". Na consulta, a biometria e o exame completo confirmam o diagnóstico, medem o olho para o cálculo da lente e ajudam a decidir, junto com você, o melhor momento.
Da consulta à alta — o que acontece em cada etapa
Consulta e biometria
Exame oftalmológico completo, biometria óptica (a medida do olho que serve de base para o cálculo da lente), topografia da córnea, avaliação da retina e da mácula e medida da pressão intraocular. O Dr. Anderson confirma o grau da catarata e explica o cenário com clareza.
Escolha da lente
Com os exames em mãos, as opções de lente são discutidas conforme a sua rotina, a sua expectativa e o que o seu olho comporta. Sem empurrar a lente mais cara: a recomendação parte do que faz sentido para você.
A cirurgia (facoemulsificação)
O cristalino opaco é fragmentado por ultrassom e aspirado, e a lente intraocular é implantada no lugar. O procedimento dura cerca de 15 a 20 minutos, com anestesia por colírio, sem necessidade de internação. Você vai ao bloco e volta para casa no mesmo dia.
Pós-operatório e retornos
Uso de colírios por algumas semanas e alguns cuidados simples nos primeiros dias. Os retornos são programados com o Dr. Anderson — o mesmo médico que avaliou e operou — para acompanhar a recuperação de cada olho.

Perguntas que os pacientes mais fazem antes de decidir
A cirurgia de catarata dói?
O procedimento é realizado com anestesia por colírio (anestesia tópica). Você fica acordado, mas não sente dor — no máximo uma leve sensação de pressão ou de luz. No pós-operatório pode haver uma sensação de areia no olho nas primeiras horas, controlada com a medicação prescrita.
Quanto tempo demora a recuperação?
A maioria das pessoas já percebe melhora da visão nos primeiros dias. O uso dos colírios e alguns cuidados — evitar esforço físico pesado, poeira e coçar o olho — seguem por algumas semanas, conforme a orientação do Dr. Anderson em cada retorno.
A catarata volta depois da cirurgia?
A catarata em si não volta, porque o cristalino opaco é substituído pela lente. Em parte dos pacientes, a cápsula que sustenta a lente pode opacificar com o tempo — é a chamada catarata secundária. Quando isso acontece, o tratamento é uma aplicação de laser de poucos minutos, no consultório, sem nova cirurgia.
Vou parar de usar óculos?
Depende da lente escolhida. Com a lente monofocal, é comum continuar usando óculos para perto. As lentes de foco estendido e multifocais reduzem bastante essa dependência, mas nenhuma lente garante independência total de óculos — isso é avaliado caso a caso, conforme a sua córnea e a sua expectativa.
O convênio cobre a cirurgia de catarata?
A cirurgia e a lente monofocal costumam ter cobertura pelos planos de saúde. As lentes premium — tóricas, de foco estendido e multifocais — geralmente envolvem um valor particular adicional. A equipe do consultório orienta sobre a documentação e as condições conforme o seu caso.
Preciso esperar a catarata "amadurecer"?
Não. Esperar a catarata amadurecer é um conceito antigo. Hoje a cirurgia é indicada quando a visão já atrapalha a sua rotina, independentemente do estágio. Em alguns casos, deixar a catarata muito avançada inclusive torna a cirurgia mais trabalhosa.
Os dois olhos são operados no mesmo dia?
Em geral, não. A cirurgia é feita em um olho de cada vez, com um intervalo entre eles, para acompanhar a recuperação do primeiro antes de operar o segundo. O Dr. Anderson define esse intervalo conforme cada caso.
O próximo passo é a consulta.
A avaliação confirma o diagnóstico e mede o seu olho para o cálculo da lente — com dados do seu próprio olho, não com estatísticas gerais.
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